Suor Excessivo

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A regulação da temperatura do organismo humano tem uma função vital para toda a vida. Um dos mecanismos mais importantes dessa função é o suor ou transpiração.

A produção de suor é comandada pelo sistema simpático, responsável pela regulação de várias outras funções do corpo além da temperatura.

O suor aparece normalmente durante os exercícios físicos, ou em situações de stress ou até mesmo quando a pessoa se sinta ameaçada e em temperaturas mais fora do comum.

Porém para uma boa parcela da população mundial, por uma atividade maior do que o comum das glândulas sudoríparas, esse suor é produzido em excesso e aparece em situações que não deveriam aparecer.

Essa condição é chamada de hiperidrose, ou “doença do suor” mais conhecida. Pode se manifestar em várias partes do corpo, sendo mais comum nas axilas, mãos, pés e rosto.

Embora não cause danos graves a saúde física a hiperidrose acarreta sérios problemas de auto estima para os portadores por conta dos constrangimentos que ela desencadeia nas situações do dia a dia.

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A hiperidrose pode ser dividida em duas categorias: primária e secundária. Hiperidrose secundária: Menos comum é quando a doença é desencadeada por outra doença pré-existente.

As principais são condições associadas à ansiedade, câncer, determinados medicamentos, doenças cardíacas e pulmonares, menopausa e hipertireoidismo. Se a hiperidrose for mesmo secundária tratando-se a causa que a desencadeou, consegue-se também diminuir-se o suor excessivo.

Para se descartar essa hiperidrose secundária o ideal é consultar um médico, ele poderá com poucos exames ou apenas uma conversa e observação determinar a causa mais provável.

Hiperidrose primária:

Acomete cerca de 5% da população mundial e não tem nenhuma causa aparente a não ser a genética. Não se sabe também que tipo de gene que favorece o aparecimento da doença já que muitos portadores não tem casos antecedentes na família ou quando tem seus filhos acabam não sendo portadores.

O aparecimento desse tipo de hiperidrose acontece já na infância ou durante a adolescência. Nessa época o diagnóstico é mais difícil pois é uma época onde estão acontecendo muitas mudanças hormonais no organismo que muitas vezes são apontados como “culpados” pelo suor em excesso.

Grande parte das pessoas que tem essa condição nem sabem que isso é uma doença e que existem várias formas de tratamento.

Acabam tendo que conviver com todo constrangimento e vergonha que ela causa, e também o preconceito de outras pessoas, pois por instinto se associa o suor com higiene, o que no caso dos portadores de hiperidrose não é nem um pouco válido.

O hiperidrótico pode tomar quantos banhos quiser por dia ou ainda usar esses desodorantes comuns encontrados em farmácias que ainda assim o problema continuará aparecendo.

Tratamentos para a Hiperidrose Primária 

Atualmente as frentes de combate  ao suor excessivo que tem efeitos realmente comprovados dividem-se em: uma cirurgia chamada simpatectomia, o uso de medicamentos orais, injeção de toxina botulínica e o uso de antitranspirantes (que em minha opinião pessoal é a melhor escolha e vou explicar o porquê durante o artigo).

Cirurgia: Como explicado no começo do artigo, a produção de suor é controlada pelo sistema simpático. Esse sistema tem ramificações que ficam localizadas na região torácica, perto das costelas. É ai que o procedimento cirúrgico é efetuado.

Os gânglios simpáticos responsáveis pela produção de suor são seccionados completamente ou “climpados” (separados temporariamente, ação que pode ser revertida em até três meses).

Dessa forma o “caminho da informação” para o suor acontecer seria interrompido.Porém os efeitos colaterais dessa cirurgia são muito prejudiciais e muitas vezes são diminuídos ou ocultados pelos médicos.

Além dos riscos comuns de qualquer cirurgia, existem casos de pacientes que adquiriram outros problemas como a Síndrome de Homer (caimento de uma das pálpebras), suor gustativo (reação de irritação e muito calor a determinadas comidas), desregulação da temperatura corpórea e o mais comum, a hiperidrose compensatória (reflexa).

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A compensatória aparece quando o corpo “compensa” o suor em outras partes do corpo que não as originais tratadas na cirurgia. Por exemplo, a pessoa para de transpirar nas axilas porém começa a transpirar nas pernas, costas, barriga, etc.

Essa compensatória pode ser de nível leve a agressivo, porém ao contrário dos que os médicos dizem ela aparece na maioria dos casos e de modo bem severo.

É por isso que a Associação internacional de hiperidrose já não recomenda mais a simpatectomia para casos leves da doença, principalmente para a hiperidrose axilar que pode ser controlada facilmente e sem outros efeitos adversos como os antiperspirantes (explicaremos sobre eles mais adianta).

Para casos de hiperidrose palmar, plantar e facial é necessário que o paciente avalie com muito cuidado esse “custo-benefício” pois para esses casos a ocorrência de compensatória é praticamente certa.

Botox (Toxina botulínica): Procedimento feito em clínicas especializadas onde são feitas aplicações da substância nas áreas afetadas pelo suor excessivo. O botox age numa camada mais superficial da pele o que não acarreta uma hiperidrose compensatória como a cirurgia. Geralmente são necessárias no mínimo 4 sessões de aplicação.

O grande porém desse método é o custo que pode passar de dois mil reais pelas sessões e como o efeito dura de 6 a 12 meses é necessário sempre estar refazendo a aplicação.

Medicamentos orais: 

Um medicamento usado para incontinência urinária chamado Retemic tem ação que diminui bastante a hiperidrose quando administrado diariamente. A dose é quase igual a usada para tratar a doença primária para qual ele foi desenvolvido. Porém como é um remédio, o Retemic tem efeitos colaterais.

Os pacientes que usam muitas vezes relatam a boca muito seca, enjoos, tonturas e outros efeitos adversos.

Antitranspirantes:

Os antitranspirantes são produtos desenvolvidos especialmente para controlar a transpiração. São diferentes dos desodorantes vendidos comumente em farmácias pois esses apenas servem para conter o odor proveniente da transpiração.

Já os antitranspirantes agem na pele como um bloqueador do suor evitando que ele “saia” pela área afetada, sendo eliminado por outras vias do organismo de forma natural. Pode causar um efeito compensatório, porém é mínimo se comparado ao da cirurgia, o que faz com que nenhum usuário reclame desse efeito ao fazer o uso deles.

Deve ser usado apenas uma vez, a noite, e a aplicação é feita em intervalos que variam de 1 a 8 semanas, dependendo do organismo e da temperatura da região onde a pessoa se encontra.

Sempre recomendo a todas as pessoas que antes de pensar nas outras formas de tratamento descritas acima que testem os antitranspirantes mais conhecidos pois seu uso é muito eficaz e totalmente seguro.

Conviver com a hiperidrose

O primeiro passo sem dúvida é aceitar que você tem a doença. Depois tentar buscar ajuda para encontrar o melhor tratamento para controlar ou eliminar o suor em excesso.

Só os portadores de hiperidrose sabem como é difícil conviver com ela, os constrangimentos e vergonhas que passamos no dia a dia, não poder usar a camisa que gosta, a sandália, molhar um papel na hora de escrever, não poder cumprimentar ou abraçar uma pessoa querida mas devemos ter em mente que existem tratamentos.

Não se pode desistir. Fique a vontade para comentar esse post ou entrar em contato comigo através desse artigo aqui.

Conversando com pessoas que tem as mesmas dificuldades que você é muito mais fácil de enfrentar a doença, acredite!

Esse Artigo Já Ajudou Mais de 2.000 pessoas a se livrar do SUOR EXCESSIVO, com um tratamento Natural Em apenas 2 Semanas, Quer Conhecer? ACESSE.

Temos um artigo completo falando sobre a doença e seus tratamentos,  você pode ler ele clicando AQUI.

 


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